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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Erdogan quer reunir-se pessoalmente com Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, em encontro com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em Ancara, em dezembro de 2014

O presidente Rússia Vladimir Putin foi informado sobre o desejo do líder turco Tayip Erdogan de encontrar-se pessoalmente com ele, informou nesta segunda-feira (1) o porta-voz do líder russo Dmitry Peskov.

Mas cedo, o ministério das Relações Exteriores da Turquia acusou a Rússia de ter violado o espaço aéreo turco, alegando que o avião Su-34 teria cruzado de forma ilegal a fronteira do país na última sexta-feira (29).
A acusação foi negada oficialmente pelo ministério da Defesa da Rússia, mas Erdogan declarou que gostaria de encontrar o líder russo para uma conversa direta sobre o ocorrido. "Vladimir Putin recebeu a informação sobre essa intenção do presidente Erdogan" – dissse Peskov respondendo à pergunta de jornalistas sobre uma possível data para o encontro dos dois líderes.

Turquia bombardeia áreas civis sírias

O Ministério da Defesa da Rússia obteve evidências em vídeo de que áreas civis sírias foram bombardeadas a partir de postos de fronteira turcos, segundo informou o porta-voz Major-General Igor Konashenkov nesta segunda-feira (1º).

Segundo o oficial russo, Moscou espera uma explicação da OTAN, do Pentágono e das Forças Armadas da Turquia sobre as provas apresentadas.
Konashenkov exibiu o vídeo, mostrando uma parte da fronteira sírio-turca, durante a entrevista coletiva.
 De acordo com o porta-voz, o Ministério da Defesa recebeu recentemente as imagens de vídeo a partir do Estado-Maior Geral da Síria. A filmagem mostra "armas de artilharia pesada autopropulsadas implantadas no posto avançado turco em questão".
Konashenkov observou que o exército sírio recebeu o vídeo de um dos grupos de oposição patrióticos do país e salientou que as evidências também mostram armas de artilharia autopropulsadas bombardeando o território da República Árabe da Síria e, em particular, áreas civis na fronteira.
"Aqueles que nos alertam para as consequências devem pensar primeiro na armadilha a que eles próprios estão sendo puxados pelos parceiros turcos", advertiu o general russo.

Brasil piora em ranking e tem 21 das 50 cidades mais violentas do mundo 200

Policiais do Ceará realizam ato contra a violência em praia de Fortaleza, a líder em mortes violentas no Brasil

 Em dois anos, o Brasil passou a ter cinco cidades a mais na lista das 50 mais violentas do mundo, divulgada pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal nesta segunda-feira (25). O país aparece agora com 21 cidades na lista

O ranking apontou Caracas, capital da Venezuela, como a cidade mais violenta do mundo. Fortaleza, que ficou na 12ª colocação geral, foi a líder em mortes violentas no Brasil.
O destaque negativo no país é a região Nordeste, que aparece com um quarto dos municípios mais violentos do planeta.
Para fazer o cálculo do ranking, a entidade usa a taxa de número de homicídios por cada 100 mil habitantes. A pesquisa avalia apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes.

Mudanças

No levantamento de 2014, Maceió era a líder nacional. A capital alagoana agora é a quinta menos segura do país.
Belo Horizonte foi a única cidade nacional a deixar a lista de 2014. A outra diferença positiva é que, em 2014, o Brasil tinha três das 10 mais violentas, e agora nenhuma aparece nesta faixa.
Na lista divulgada nesta segunda, Fortaleza aparece com taxa de homicídio de 60,77 --praticamente a mesma de Natal (60,66) e da Grande Salvador (60,63).
A região Nordeste, por sinal, é a que tem mais cidades no ranking –além das nove capitais, completam a lista Campina Grande (PB) e Feira de Santana e Vitória da Conquista (ambas na Bahia). Em 2014, eram nove cidades nordestinas na lista: Teresina, Feira de Santana e Vitória da Conquista não estavam.
No ranking mundial, a capital venezuelana (com taxa de 119,8 assassinatos por cada 100 mil habitantes) tomou o lugar de San Pedro Sula, em Honduras, que liderava o ranking desde 2012 e, agora, tem índice de 111,03 mortes por 100 mil pessoas.
O relatório cita que, apesar de o Brasil ser o país com mais cidades na lista, as taxas das oito da Venezuela chamaram mais a atenção. "O nível de violência nas cidades de 300.000 ou mais habitantes é maior na Venezuela. No Brasil, a taxa média foi de 45,55 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto isso na Venezuela foi 74,65", destaca José Antonio Ortega Sánchez, presidente da ONG mexicana.
Além dos munícipios do Brasil e da Venezuela, completam a lista cinco cidades do México, quatro da África do Sul e dos Estados Unidos, três da Colômbia e duas de Honduras.

Cidades mais violentas no Brasil*:

12º Fortaleza - 60,77
13º Natal – 60,66
14º Salvador (e Região Metropolitana) – 60,63
16º João Pessoa – 58,40
18º Maceió – 55,63
21º São Luís – 53,05
22º Cuiabá – 48,52
23º Manaus – 47,87
26 Belém – 45,83
27º Feira de Santana (BA) – 45,50
29º Goiânia (e Aparecida de Goiânia) – 43,38
30º Teresina – 42,64
31º Vitória – 41,99
36º Vitória da Conquista (BA) – 38,46
37º Recife – 38,12
38º Aracaju – 37,70
39º Campos dos Goytacazes (RJ) – 36,16
40º Campina Grande (PB) – 36,04
43 Porto Alegre – 34,73
44º Curitiba – 34,71
48º Macapá – 30,25
*taxa por cada 100 mil habitantes



Navio cargueiro abandonado à deriva ameaça costa francesa

Autoridades tentam rebocar o cargueiro Modern Express para evitar um desastre ambiental

Autoridades tentam rebocar o cargueiro Modern Express para evitar um desastre ambiental

Um navio de carga avariado está em rota de colisão com a costa da França, e autoridades tentam rebocá-lo para evitar um desastre ambiental.


O navio Modern Express, de bandeira panamenha, começou a tombar no último dia 26, e todos os 22 tripulantes foram resgatados por um helicóptero após um chamado de emergência.

Esforços para rebocar a embarcação não deram certo até agora, mas haverá uma nova tentativa nesta segunda-feira.

Se a operação falhar, o navio irá atingir a costa atlântica da França entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira.

O mau tempo dificultou a operação de resgate no domingo, dois dias após um cabo de reboque para a embarcação de 164 metros se romper em alto mar.

O navio, que transporta 3,6 mil toneladas de lenha e máquinas de perfuração do solo, está tombado em um ângulo entre 40 e 50 graus.

Emmanuel de Oliveira, da Prefeitura Marítima do Atlântico, órgão francês, disse que agora "é totalmente impossível colocar o navio de volta na posição original".

A embarcação contém cerca de 300 toneladas de combustível, segundo autoridades francesas.

O jornal francês Sud-Ouest informou que medidas emergenciais serão tomadas para conter e retirar o combustível caso o navio encalhe.

Em 2002, o navio petroleiro Prestige naufragou na costa do norte da Espanha, derramando 50 mil toneladas de petróleo e poluindo milhares de quilômetros de litoral.

Às 11h (8h pelo horário de Brasília) de domingo, o Modern Express estava a aproximadamente 100 km da costa sudoeste da França, entre Bordeaux e Biarritz.

Bahia fará amistoso contra o Orlando City nos Estados Unidos em fevereiro

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Equipe do Bahia vai enfrentar o Orlando City em amistoso

Em mais uma ação para comemorar seus 85 anos, o Bahia vai aos Estados Unidos no dia 27 de fevereiro para fazer um amistoso contra o Orlando City, time do brasileiro Kaká, no Estádio Orlando Citrus Bowl.
"A Major League Soccer (MLS) tem se desenvolvido muito, e a indústria esportiva nos EUA é referência mundial. É estimulante conhecer este mercado através do Orlando City, um clube com traços brasileiros e um dos mais populares da liga dos EUA graças à sua gestão e à paixão da sua torcida", comentou Marcelo Sant'Ana, presidente do Bahia.
Para viabilizar o amistoso, o Bahia conseguiu, junto à Federação Bahiana de Futebol, alterar a data do jogo contra o Galícia, pela fase de grupos do Campeonato Baiano. O jogo seria no dia 27 e foi transferido para o dia seguinte.
O trime tricolor será o quinto clube brasileiro, o primeiro do Norte e Nordeste, a enfrentar o Orlando City em um amistoso. Antes do Bahia, a equipe da Major League Soccer (MLS) enfrentou o Fluminense, duas vezes, e os outros três confrontos foram contra São Paulo, Flamengo e Ponte Preta.

Varejo fecha 80 mil lojas, e recessão não poupa nem grandes redes.



A recessão obrigou gigantes e pequenas empresas do varejo a diminuir de tamanho. Para se adequar ao consumo em queda, as grandes redes fecham lojas e cortam vagas. Recentemente, seis empresas anunciaram o fim de 153 unidades, incluindo Walmart, Ponto Frio, Casas Bahia, Extra, Marisa e C&A. Os números das líderes do mercado se somam aos milhares de pontos de venda que foram fechados no ano passado, num segmento em que predominam as microempresas. Dados preliminares da Confederação Nacional do Comércio (CNC), compilados  mostram que, em 2015, no total, 80,1 mil lojas fecharam as portas. O resultado representa um aumento de 52% em relação a 2014, quando 52,7 mil estabelecimentos encerraram as atividades. Para analistas, a redução de custos é uma tendência que deve se manter ao longo de 2016, e os segmentos dependentes de crédito tendem a ser mais afetados.
De acordo com a confederação, o número de lojas de grande porte caiu 9,5% em 12 meses considerando dados até outubro, um percentual superior ao dos pequenos varejistas, que tiveram queda de 8,3%.
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— O fechamento de lojas é generalizado. A renda do consumidor caiu, e o custo do crédito aumentou. As taxas de juros reais em torno de 8% inviabilizam o consumo de bens duráveis (como eletrodomésticos), mais sensíveis ao crédito. Há uma relação clara entre o desempenho de vendas e o fechamento de lojas — explica Izis Ferreira, economista da CNC.

Um dos casos mais emblemáticos é o do Grupo Pão de Açúcar, que controla redes como Ponto Frio, que fechou 73 lojas, e Casas Bahia (três unidades encerraram atividades). No ano passado, 18 mil trabalhadores foram demitidos, uma redução de 11,2% no quadro, segundo dados do balanço até setembro. O número inclui todas as dez bandeiras da empresa. Segundo o Pão de Açúcar, as condições macroeconômicas justificam os cortes de vagas e a companhia diz que houve redução de custos. “É dever da administração adequar a companhia à demanda do mercado, sempre preservando a qualidade e nível de serviço nas lojas e entrega aos clientes. A adequação do quadro de pessoal faz parte deste processo”, afirmou, em nota, a empresa.

Há duas semanas, o Walmart anunciou o fechamento de 60 lojas. O corte representa mais de 10% da rede de 544 lojas no país. O motivo: baixa performance de vendas.
— O varejo tem rotatividade elevada, de mais de 40%, então as grandes redes não precisam necessariamente demitir para reduzir o custo de uma loja. É só parar de contratar. A expectativa é que mais lojas sem um patamar de venda adequado à estrutura de custos sejam fechadas. Isso deve ocorrer mais no primeiro trimestre, quando já passou o período mais forte de vendas — disse Luiz Carlos Cesta, analista de varejo do Banco Votorantim.

COMÉRCIO CORTOU 180,9 MIL VAGAS

Em 2015, o comércio varejista cortou 180,9 mil vagas formais. Nas grandes redes, segundo a União Geral dos Trabalhadores (UGT) houve 62 mil dispensas. O levantamento de demissões foi feito com informações da própria UGT, do Dieese e dos balanços das empresas, mas em muitos casos não inclui dados sobre as admissões no período. Para Ricardo Patah, presidente da UGT e do sindicato dos comerciários de São Paulo, esses são os primeiros sinais do mau momento do varejo.
— A crise chegou ao comércio. Em 2014, quando ela ainda estava se iniciando, não tivemos desemprego. Em 2015, começamos a sentir, porque será neste ano o grande volume de demissões no setor — afirma Patah.
Segundo a UGT, foram 3.500 homologações do Carrefour. A empresa, porém, afirma que se trata de um movimento normal no varejo e que as vagas foram repostas: “O Carrefour informa que não houve redução em seu quadro de colaboradores em 2015. Os desligamentos no período fazem parte do turnover, movimento natural em um setor dinâmico como o varejo. As posições em aberto foram repostas”, informou.
Nelson Barrizzelli, especialista em varejo, avalia que as demissões e o fechamento de lojas refletem também a consolidação das vendas on-line. Cálculos da UGT mostram que cada emprego no comércio digital equivale a cinco nas lojas convencionais.


— Os vendedores de linha branca são os que mais sofrerão — disse Barrizzelli.
Para Haroldo Monteiro, coordenador da pós-graduação em Gestão Estratégica no Varejo do Ibmec/RJ, mais empresas terão de negociar valores que pesam na operação, como aluguel e condomínio:
— O conceito de lojas enormes com muitos vendedores está mudando. O e-commerce está fazendo com que as lojas físicas fechem ou diminuam de tamanho. Por isso, vão ocorrendo demissões para adequar a quantidade de vendedores na loja.

ANALISTA DIZ QUE AJUSTE CONTINUA ESTE ANO

O momento de ajuste ocorre após um período de crescimento exagerado, estimulado por políticas de incentivo ao consumo, avalia Claudio Felisoni, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar). Ele vê com ceticismo a tentativa de reativar a economia com base no estímulo ao crédito:
— Depois da festa, vem a ressaca. Infelizmente, essa é uma situação previsível. Era sabido que o que sustenta consumo é investimento.
Mas nem só de corte de custos sobreviverá o varejo na crise. Para Enéas Pestana, dono de uma consultoria e ex-presidente do Pão de Açúcar, o setor precisa focar na melhoria da gestão.
— Não acredito só em corte de despesas, porque depois a conta vem. Não adianta cortar metade dos funcionários, porque há risco de a empresa não se sustentar — disse Pestana, que trabalha na integração das bandeiras da Máquina de Vendas, a holding formada por Ricardo Eletro, Insinuante, Eletroshopping, City Lar e Salfer.
Uma redução do número de lojas da Máquina de Vendas não está descartada. Procurada, a empresa não se manifestou oficialmente. Segundo Pestana, avaliar unidades com desempenho ruim faz parte do cardápio de opções:
— Claro que a gente olha lojas deficitárias. Nesse segmento de bens duráveis é mais fácil. O custo de implantação de uma loja de eletroeletrônicos é muito menor do que de um supermercado.
Ana Paula Tozzi, presidente da GS & AGR Consultores, do grupo Gouvea & Souza, afirma que o ajuste não terminou e não vai terminar antes do fim do ano:


— Diversas redes vão ter que se reposicionar.
Mesmo com possíveis medidas de estímulo ao crédito, Maria Cristina Costa, analista da Lopes Filho, avalia que, com o desemprego ainda alto, o consumo não vai aumentar.
— Não vejo motivo para otimismo

Ações chinesas caem com indícios de economia mais fraca


 As ações chinesas caíram nesta segunda-feira após o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria cair para o menor nível desde meados de 2012, o que não dá nenhum respiro para os mercados em relação à situação econômica do país. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,5%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,8%.

O PMI oficial de indústria da China caiu a 49,4 em janeiro ante 49,7 no mês anterior e abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. É a leitura mais baixa desde agosto de 2012 e ficou abaixo da expectativa de 49,6 em pesquisa da Reuters.
Já o restante dos mercados asiáticos iniciou o mês com cautela, com o inesperado afrouxamento da política monetária pelo banco central do Japão provocando algumas compras porém com mais sinais de fraqueza econômica na China e queda dos preços do petróleo mantendo os investidores em alerta.
Às 7h38 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,15%.